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Importância e benefícios da amamentação exclusiva

Importância e benefícios da amamentação exclusiva

Importância e benefícios da amamentação exclusiva

O suporte adequado às mães e às famílias para que iniciem e mantenham a amamentação materna poderia salvar a vida de muitos bebés

MAPUTO, 03 de Agosto de 2011 - Amamentar é a primeira e mais importante acção para o desenvolvimento saudável da criança. No entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), menos de 40% das crianças menores de seis meses são alimentadas exclusivamente com leite materno.

Sob o lema “Amamentação, uma experiência em 3D”, que tem como objectivo, enfatizar a importância da dimensão comunicação na protecção, promoção e apoio ao Aleitamento Materno, comemora-se desde o passado dia 1 de Agosto a Semana Mundial de Amamentação, celebrada, oficialmente, todos os anos de 1 a 7 de Agosto, desde a sua criação em 1992 pela Aliança de Acção Mundial pro-amamentação.

Neste sentido, a Rede de Comunicadores Amigos da Criança chama atenção aos jornalistas e comunicadores para que, a disponibilização de informação relacionada à esta temática seja o seu foco central, incentivando o aleitamento exclusivo durante os primeiros seis meses de vida.

O Leite Materno é um alimento ideal e seguro para recém-nascidos e lactentes, pois, oferece aos bebés os nutrientes de que precisam para um desenvolvimento saudável e contêm anticorpos que ajudam a proteger as crianças contra as doenças mais comuns da infância, sendo, por isso, recomendável que nos primeiros seis meses de vida, se dê, as crianças, apenas o leite materno.

O consumo de qualquer outro alimento ou líquido antes dos seis meses de vida aumenta as possibilidades das crianças contraírem alguma doença e de se tornarem desnutridas, o que, consequentemente, aumenta a probabilidade de perderem a vida ainda cedo.

As famílias e os profissionais de saúde desempenham um papel vital no apoio às mães a amamentar os seus recém-nascidos e a estabelecer práticas de uma boa amamentação. Isto inclui explicar com clareza a todas as mães a importância e a necessidade da amamentação exclusiva desde os primeiros minutos da nascença do bebé até, pelos menos os primeiros seis meses vida.

Em Moçambique, dados publicados em 2010, indicam que apenas 63 por cento dos recém-nascidos são amamentados na primeira hora de vida e 37 por cento das crianças dos zero aos seis meses são exclusivamente amamentados. Os mesmos dados demonstram que o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida está a aumentar. Contudo, muitas crianças deixam de mamar poucas semanas após o parto.

As implicações do aleitamento materno para a saúde da criança

Estimativas recentes quanto a diversas formas de acção e suas consequências para a saúde da criança mostraram que a promoção do aleitamento materno exclusivo é a intervenção isolada em saúde pública com o maior potencial para a diminuição da mortalidade na infância.

Há evidências de que, tanto em países em desenvolvimento quanto nos desenvolvidos, a amamentação protege as crianças contra infecções dos tratos gastrointestinal e respiratório, protecção essa, que tende a aumentar quando a criança é amamentada de forma exclusiva e por tempo Prolongado.

Na década de 80, constatou-se por meio da revisão de 35 estudos que a amamentação estava relacionada a um menor risco de morbidade e mortalidade por diarreia, ou seja, as crianças amamentadas que não recebiam outro alimento para além do leite materno, comparadas com crianças desmamadas, apresentaram risco 14 vezes menor de morrer por diarreia no primeiro ano de vida.

Os efeitos protectores da amamentação contra infecções do ouvido e pulmão têm-se tornado mais evidentes nos últimos anos, como resultado do importante papel da imunoglobulina A (IgA) secretora, um anticorpo resultante da resposta da mãe à exposição prévia a agentes infecciosos. Ela tem como característica sobreviver nas membranas das mucosas respiratória e gastrointestinal e é resistente à digestão proteolítica e além de impedir que agentes patogénicos se fixem nas células da criança amamentada, ela limita os efeitos danosos do processo inflamatório, por isso a amamentação exclusiva protege as crianças pequenas de evoluírem para quadros mais graves de infecção respiratória.

Benefícios

O Aleitamento Materno traz inúmeros benefícios ao bebé, a mãe e a sociedade, como um todo. Dentre os benefícios, encontram-se a prevenção de hemorragia e consequente anemia materna, pois a sucção do bebê auxilia na contração uterina, o que também ajuda na diminuição do tamanho do abdômen da mãe. Por isso, pode-se estimular o Aleitamento Materno mesmo logo após o nascimento do bebê, ainda na sala de parto.

Vale dizer que o Aleitamento Materno é extremamente prático e econômico, uma vez que o leite é produzido pelo próprio organismo, na temperatura correta, o que facilita a vida da mãe que não precisará aquecer beberões, lavar utensílios de cozinha, entre outros.
Além disso, o vínculo afectivo entre a mãe e o filho é muito estimulado pelo Aleitamento Materno, o qual ainda fortalece o sistema imunológico do bebê, protegendo-o contra infecções respiratórias e intestinais, levando-o a ganhar peso, fato que o ajudará a crescer forte.
Muitas mulheres pensam ter o leite fraco, especialmente ao verificarem que nos primeiros dias após o parto sai de seu peito um líquido ralo e claro. Na verdade, este leite chama-se colostro e é importantíssimo para o bebê, pois nele existem inúmeros anticorpos que a mãe passa ao seu filho, protegendo-o contra diversas doenças.
Desde que o médico não contra-indique o aleitamento materno, toda mulher pode e deve amamentar o seu bebé, o qual precisa ingerir unicamente leite materno até o sexto mês de vida.

O apoio da família e a preparação do sistema de atenção à saúde também são formas de promover a amamentação para assegurar a saúde e a sobrevivência das crianças.