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AS autoridades policiais foram ontem chamadas a intervir num caso de fraude nos exames extraordinários que vêm decorrendo em todo o país desde a última segunda-feira, quando na Escola Secundária Josina Machel foi detectado um falso candidato a tentar realizar uma prova no lugar de um amigo. Não foram reveladas as identidades do falso candidato e de quem ia substituir, mas o “Notícias” apurou que a fraude está relacionada com o exame de Francês da 12ª classe.
A descoberta, segundo as nossas fontes, aconteceu quando o falso candidato, por sinal estudante do 4º ano de Direito na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), portando um Bilhete de Identidade que não se via nitidamente a foto, tentou entrar na sala de exame. Durante a revista, o professor que conferia a identidade dos candidatos, suspeitando do documento, pediu ao visado que apresentasse um outro com um retrato nítido.
Não satisfeita a exigência, o professor tratou de confrontar o referido BI com os dados constantes do processo do candidato em causa, tendo constatado que a fotografia que constava do BI não condizia com a que vinha anexada na folha de inscrição. Porque a fraude em causa enquadra-se num processo-crime, o docente tratou de alertar à direcção da escola, que de imediato solicitou a presença da Polícia no local que prendeu o falso candidato.
Já na esquadra e respondendo em autos de pergunta, ele confessou o crime, não avançando as contrapartidas que disso ia obter. Disse apenas que aceitou tal desafio no sentido de ajudar o seu conhecido, visto que domina perfeitamente a língua francesa.