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Em crianças: Taxa de mortalidade é inaceitável

– afirma Ivo Garrido intervindo na II Conferência de Pediatria

A TAXA nacional de mortalidade infantil, que segundo a última estatística realizada em 2008, é de 138 por cada mil nascimentos vivos, é inaceitável, havendo necessidade urgente de reduzi-la, apelou ontem, na cidade de Maputo, o Ministro da Saúde, Paulo Ivo Garrido, falando na abertura da II Conferência Nacional de Pediatria.

O apelo foi dirigido aos 250 especialistas de Saúde nacionais e estrangeiros provenientes de Angola, África do Sul, Malawi e Portugal. Trata-se de um evento que decorre sob o lema “Pela Saúde das Nossas Crianças” e que será marcado por apresentação de vários estudos e debates em torno da saúde humana.

“A actual taxa de mortalidade infantil é 15 vezes mais alta que a de um país desenvolvido, o que é pura e simplesmente inaceitável”, destacou o ministro da Saúde, que espera que do encontro saiam recomendações adequadas para se acelerar a redução das mortes.

Na ocasião, Ivo Garrido disse que mesmo a capital do país, que se acredita tenha melhores condições em termos de serviços sanitários, continua com o desafio de baixar a taxa de mortalidade para uma cifra inferior a 100 por cada mil nascimentos. A última medição estimava em 108 por cada mil nascimentos.

Segundo Ivo Garrido, uma criança nascida num país menos avançado como o nosso tem 13 vezes mais probabilidades de perder a vida nos primeiros cincos anos de vida do que uma criança nascida num país desenvolvido. Para inverter esse cenário os países devem trabalhar juntos nesta questão.

Para o governante, não restam dúvidas que o Governo moçambicano, em colaboração com os parceiros, está a reduzir a mortalidade infantil. Todavia, tal está sendo feito a um nível “inaceitavelmente lento”, daí a necessidade que há de se intensificarem esforços para diminuí-la a uma velocidade mais rápida.

De acordo com o titular do pelouro da Saúde, o país cresceu cinco vezes mais no que tange à produção de alimentos desde 1992. Todavia, a desnutrição reduziu de 46 para apenas 41 porcento, o que é insignificante.

Entretanto, a embaixadora dos Estados Unidos da América em Maputo, Leslie Rowe, afirmou que o seu país tem vindo a aumentar o apoio à Saúde em Moçambique. Só no ano passado, no âmbito da Iniciativa do Presidente dos Estados Unidos da América para o Auxílio à SIDA (PEPFAR), foi fornecido tratamento anti-retroviral (TARV) a cerca de 33.000 mulheres grávidas seropositivas. Inscreveu cerca de 5000 crianças adicionais no TARV e foram testados mais de 30.000 bebés e crianças expostas ao HIV.

“É relativamente fácil definir estas metas. É muito mais difícil alcançá-las. O Governo dos Estados Unidos irá trabalhar com todos vocês, nossos parceiros, na expansão e fortalecimento das ligações entre os nossos programas do PEPFAR e aqueles com foco em outros desafios, como a malária, tuberculose, nutrição e água potável”, disse Leslie Rowe.