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GAZA - Intempéries deixam alunos sem aulas

VINTE e sete escolas primárias do 1º e 2º graus estão desde semana passada paralisadas, em Gaza, devido à intransitabilidade das vias de acesso e ao alagamento dos seus pátios, na sequência das intensas chuvas que têm vindo a fustigar diversas regiões da província.

 

Esta situação, segundo Zacarias Júnior, porta-voz da Direcção Provincial de Educação em Gaza, falando ao nosso Jornal, já afectou pouco mais de 3600 alunos de seis distritos, nomeadamente Bilene, Guijá, Chibuto, Chicualacuala, Chókwè, e Xai-Xai (distrito e cidade).

 

Segundo a nossa fonte, o facto já começa a inquietar as autoridades governamentais da província, devido à persistência das chuvas, receando-se o seu agravamento.

 

O sector da Educação naquela parcela do país, em coordenação com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), já começou a movimentar os alunos em causa para escolas próximas que oferecem maior segurança e condições para o normal funcionamento das aulas.

 

Por outro lado, notícias que nos chegam de Chibuto indicam que o actual cenário afectou pouco mais de 1000 crianças de três escolas primárias atingidas pelas inundações, nas regiões de Sanguate, Mundiane e Guveguve.

 

Nestes locais, segundo Olinda Langa, administradora do distrito de Chibuto, grande parte das crianças passaram a assistir às aulas nas aldeias Samora Machel e 25 de Junho e noutros locais.

 

Outras informações em nosso poder indicam que as águas do Limpopo invadiram semana finda o Centro de Formação Agrária de Maniquinique, provocando danos elevados em pelo menos quatro residências.

 

Enquanto isso, no distrito de Guijá mais de 140 alunos da localidade afectada pelas inundações, em Songuene, encontram-se integrados na Escola Primária de Chivongwene.

 

Em Chókwè, segundo dados em nosso poder, cinco estabelecimentos de ensino estão encerrados no posto administrativo de Chilembene, em resultado da movimentação de populações instaladas em zonas inundadas. Esta situação abrange cerca de 730 alunos que encontraram como alternativa para dar continuidade dos estudos as zonas de reassentamento para onde se deslocaram com seus pais, designadamente em Licilo, no distrito de Bilene, e Hókwè, em Chókwè. Ainda nesse distrito, a nossa Reportagem soube da recente paralisação da Escola Secundária de Ngungunhane pelas mesmas razões.