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GAZA - Visão Mundial aposta na melhoria da Educação

COM a entrega oficial, semana finda, de um total de nove salas de aulas, formalmente disponibilizadas pela Visão Mundial de Moçambique, no Posto Administrativo de Malehice, fruto de parcerias com a sua congénere de Hong Kong que, para o efeito, contribuiu com um montante de cerca de cinco milhões de meticais, a província de Gaza passa a contar com um total de 139 infra - estruturas escolares.

Com esta intervenção, de acordo com informações facultadas ao “Notícias” no decurso da cerimónia que marcou a entrega oficial de cinco salas de aula e um bloco administrativo, na Escola Primária de Chégua, um estabelecimento com características especiais, pela sua longevidade que data de 1916, eleva-se para metade do total dos estabelecimentos de ensino existentes na província de Gaza edificados por aquela organização, no país, nos últimos 11 anos.

Conforme foi dado a conhecer, na ocasião, pelos responsáveis daquele estabelecimento de ensino, os alunos, professores e a comunidade, no seu todo, se vangloria pelo facto de debaixo de árvores e de salas de construção precária terem passado por ali, figuras emblemáticas da história do nosso país como é o caso de Alberto Chissano, progenitor do antigo Chefe-do-Estado moçambicano Joaquim Alberto Chissano.

A cerimónia, em Chégua, acabou-se transformando numa verdadeira festa porque, a Visão Mundial, incluiu na delegação que viajou da capital do país até Gaza, para testemunhar aqueles actos, o jovem músico Edú, embaixador daquela organização para os Direitos da Criança, que ao som da sua música fez vibrar incessantemente a pequenada.

Aqui, uma nota de realce, vai para a oportunidade dada, desta vez, aos novos talentos da canção ligeira moçambicana, naturais de Malehice, que deixaram uma marca indelével do potencial adormecido de músicos anónimos que ainda pululam em Gaza.

O movimento foi notório, particularmente na Escola Secundária de Malehice, onde, por iniciativa da organização humanitária Visão Mundial, foram premiados os melhores docentes e estudantes, numa competição denominada “Nota 20”.

Segundo esclareceu a jornalistas a directora nacional da Visão Mundial, Gisla Dewey, aquele tipo de concursos visam criar condições que estimulem a melhoria da qualidade de ensino e adequá-lo numa, primeira fase, ao da região Austral de África.

Com a disponibilização das nove salas de aula em Chégua e Guetsemane, estão criadas, desta forma, as premissas necessárias para uma melhoria substancial das condições de ensino e aprendizagem naquela região, facto que irá beneficiar acima de 1.500 alunos.

Segundo apuramos, na ocasião, as quatro salas, desta feita, edificadas em Guetsemane, irão permitir que, a partir do próximo ano lectivo, aquele estabelecimento, passe pela primeira vez, a leccionar o nível secundário, beneficiando assim várias comunidades da periferia, cujos alunos, actualmente estão sujeitos a percorrer grandes distâncias para ter acesso a uma escola daquele escalão.

A cerimónia da entrega daquelas infra-estruturas escolares contou, igualmente, com a presença da administradora do distrito de Chibuto e representantes de diversas comunidades do Posto Administrativo de Malehice.

Refira-se que a Visão Mundial, em parceria com a direcção provincial de Educação de Gaza, tem vindo a desenvolver, por outro lado, diversas acções para evitar desistências dos alunos principalmente das raparigas, maioritariamente causadas pelas longas distâncias que têm de percorrer, falta de carteiras, condições de saneamento, casamentos prematuros, entre outros.