Home > Na Imprensa > Mulheres grávidas queixam-se de mau a...
Parte das mulheres grávidas que procuram os serviços sanitários para as consultas pré-natal, no centro de saúde da cidade de Xai-Xai, em Gaza, queixaram-se ontem de morosidade e mau atendimento por parte do pessoal em serviço naquela unidade. Fontes do ”Diário de Moçambique”, por sinal mulheres grávidas que na manhã de ontem procuraram serviços de pré-natal referiram que, além da morosidade por parte das enfermeiras, elas são vítimas de insultos durante as consultas, alegadamente protagonizados pelo pessoal técnico de Saúde Materno Infantil.
Uma das cerca de 40 mulheres grávidas, que aguardavam atendimento, disse ao nosso Jornal que “no meu caso concreto, cheguei aqui quando eram 7 horas, mas até agora (8:30horas) ainda não fui atendida. Alegam que ainda somos poucas e, porque faz frio, precisam de se aquecer aos raios solares”.
“Mais: somos maltratadas, insultadas durante as consultas, alegadamente porque respondemos lentamente e em Changana (língua local) em vez de português como elas querem”, acusou outra mulher grávida, tendo solicitado o anonimato.
Contactada para o esclarecimento, a enfermeira chefe de Saúde Materno Infantil, Clautídia António, distanciou-se de todas as acusações, alegando que ela e sua equipe de trabalho apenas podiam iniciar com as consultas, “como é de costume”, depois da realização de uma palestra que tem por objectivo sensibilizar as mulheres para que adiram à testagem do HIV/Sida e conheçam o seu estado serológico, por forma a evitar a transmissão vertical de doenças da mãe para o filho.
“Tudo fazemos de acordo com as orientações superiores. É verdade que o atendimento tem sofrido, quase diariamente, algum atraso ligeiro, mas isso deve-se ao facto de nas primeiras horas não termos um número suficiente de mulheres para a palestra, o que algumas das nossas utentes não percebem e, consequentemente, chamam de morosidade e ou negligência”, considerou Clautídia António.
Refira-se que o atendimento apenas teve início por volta das 9 horas, altura em que o pessoal da saúde se apercebeu da presença da nossa equipa de Reportagem naquele local.