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A Direcção Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Massingir, em Gaza, ainda não conseguiu entrar em consenso com as matronas responsáveis pelos ritos de iniciação nas comunidades de modo a compartilhar os períodos normais de aulas e dosa ritos de iniciação a que as raparigas adolescentes são submetidas nos meses de Maio e Junho de cada ano, embora o número das meninas que adere aquelas práticas esteja a reduzir em benefício da escolarização.
A Directora Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia naquele ponto do país, Ester Fenias Mbembele, disse que apesar da diminuição destas práticas, ainda existem comunidades que continuam a ser renitentes e quando a Educação sensibiliza, a tendência não é de se eliminar porque os ritos de iniciação como outras práticas, fazem parte da cultura que é a identidade de um povo e o que explicamos as matronas, é apenas a necessidade de mudança da periodicidade para não prejudicar as raparigas nas actividades escolares.
Mbembele disse ainda que a participação da rapariga no universo de sete mil cento e noventa e sete alunos matriculados em 20109 da 1ª a 10ª classe no distrito é de 54 porcento.
Outro problema apontado por aquela responsável como uma das causas que concorre para a fraca aderência nas escolas, é a seca que provoca fome, situação que obriga os pais e encarregados de educação a levarem os seus filhos para ajudarem na produção de carvão vegetal em locais distantes das povoações onde permanecem por muito templo originando o abandono dos alunos às aulas.
De acordo com a nossa fonte, outro problema é das escolas que estão dentro do Parque Nacional do Limpopo, pois estão mais próximas da África do Sul e quando chega a época da colheita da laranja nos pomares dos farmeiros sul-africanos nos meses de Setembro e Outubro, a maior parte dos alunos abandona a escola e vai à colheita de citrinos naquele país vizinho.
Para reduzir a desistência, a Direcção Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia em Massingir recebe, dos seus parceiros, produtos alimentares para lanche dos alunos nas escolas. A organização não governamental JAM LIFE oferece lanches a 13 escolas, o Programa Mundial de Alimentação (PMA) também dá uma refeição constituída por arroz, peixe e feijão na Escola de EP1 da Aldeia 3º Congresso. Enquanto isto, a FAWEM além de material escolar também disponibiliza produtos para lanche dos alunos das escolas Zulo, Mavodze, Star e Tihovene “A”.