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Saúde

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A saúde Materno-infantil constitui duas das metas do Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

A mortalidade de menores de 5 anos decresceu de 235 nos anos 1990s para 168 por cada 1.000 nados vivos em 2008. Apesar dos progressos, Moçambique tem ainda uma das maiores taxas de mortalidade infantil do mundo. Todos os anos, cerca de 69.000 crianças recém nascidas perdem a vida antes de atingirem um ano, e 29.000 morrem antes dos cinco anos de idade.

A imunização de rotina das crianças contra as principais doenças preveníveis através da vacinação, como a pólio, o sarampo, a tuberculose, a difteria e tétano – cobre apenas 75 por cento das crianças, e com grandes disparidades entre as províncias. Por exemplo, cerca de 82 por cento das crianças vivendo em zonas urbanas estão imunizadas contra apenas 46 em comunidades rurais.

A malária continua a ser a principal causa da mortalidade infantil, contribuindo por si só para cerca de 25 por cento das mortes de crianças. A desnutrição continua a ser uma das causas subjacentes de cerca de metade das mortes de crianças no país. Cerca de 41 por cento das crianças menores de cinco anos sofrem de nanismo e 24 por cento têm baixo peso.

Dados do Inquérito Demográfico e de Saúde de 2003 indicavam que cerca de 49 por cento das crianças estavam severamente privadas de água potável e 47 por cento severamente privadas de saneamento adequado. As doenças relacionadas com o SIDA estão também a tornar-se rapidamente uma das causas principais de mortalidade infantil. Em 2008, cerca de 22.000 crianças menores de 15 anos perderam a vida devido ao SIDA.

Dados de 2007 indicam que a prevalência do HIV entre pessoas dos 15 aos 49 anos é de 16 por cento. Estima-se que cerca de 142.000 crianças menores de 15 anos em 2007 e cerca de 95.000 adolescentes dos 15 aos 19 anos em 2008 viviam com o HIV no país.

Cerca de 90 bebés são diariamente infectados pelo HIV através das suas mães. A volta de 8.600 crianças está a receber tratamento anti-retroviral, o que corresponde apenas a 19 por cento das crianças elegíveis para o tratamento.

Estima-se que o número de crianças órfãs tenha subido para cerca de 1.1. milhões, dos quais 420.000 devido ao SIDA.