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Recomendações
É crucial desenvolver-se um jornalismo investigativo sobre matérias relacionadas particularmente com a criança, que não se limite à discrição dos factos, que aborde sempre as várias dimensões e implicações do assunto reportado
É importante dar voz e ouvir a opinião da criança sobre assuntos que a ela dizem respeito.
Respeitar o direito da criança à dignidade e à privacidade, assegurando que não se comprometa ou se embarace a criança de alguma forma. Verificar o potencial impacto do artigo sobre as crianças envolvidas e se foram criados sistemas de apoio para as proteger. Não publicar a notícia que, mesmo depois de tomadas medidas para a ocultação da identidade da criança, continuar a considerar-se que existe um potencial de a mesma ser revelada de alguma forma.
Verificar a fiabilidade dos dados avançados por estatísticas, de modo a que se dê a real dimensão ao fenómeno reportado.
Ter-se sempre em conta as políticas nacionais e a legislação existente relacionadas com o assunto abordado e mencioná-las, pois ajuda a educar e a esclarecer acerca dos direitos, deveres e responsabilidades de cada segmento da sociedade.
Praticar o jornalismo preventivo e educativo. Divulgar possíveis soluções para o desafio ou os problemas reportados, pois podem prevenir situações que culminem com a violação dos direitos de criança.
Evitar o uso de imagens tiradas num contexto para ilustrar situações num contexto diferente e evitar as manipulações digitais das imagens que alterem ou distorçam o contexto real. Em casos de abuso ou de exploração, verificar se as imagens usadas no seu artigo não aparecem a dar sexualidade às crianças e a dar a impressão de que a criança é uma participante voluntária no acto.
É pertinente colocar nas reportagens, um conjunto de informações que possibilitem a participação dos cidadãos nos debates públicos. Contextualizar os assuntos, pois facilita a compreensão dos fenómenos.
É pertinente que os artigos não se limitem a reproduzir discursos, devendo-se aferir os factos no terreno e confrontar os dados fornecidos com várias fontes, oficiais e não oficiais.
Mostrar a importância da família, das autoridades, dos agentes da polícia e dos oficiais da justiça, dos assistentes sociais, dos professores, dos profissionais de saúde, etc., estarem devidamente informados e formados para lidarem com as situações de violência, abuso e exploração de crianças, de modo a contribuírem para o combate de tais fenómenos.
Divulgar e sensibilizar os leitores acerca dos direitos das crianças, incluindo o direito à herança. Sensibilizar os leitores acerca de como fazer testamentos escritos, registar os filhos e acerca da importância de se discutir questões de herança.
Para que materializar todos esse pressuposto, o jornalista pode comecar por: