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Dia Mundial da Malária

Tratamento Preventivo para Mulheres Grávidas

No dia 25 de Abril de 2010 assinala-se o Dia Mundial da Malária, uma doença que, ainda constitui um grande problema de saúde pública em Moçambique, embora nos últimos anos se tenha registado uma diminuição da taxa de letalidade por malária. A doença é uma das principais causas de morbi-mortalidade, com a taxa de prevalência em crianças menores de cinco anos de idade a varia entre 35 por cento e 60 por cento, das quais 80 por cento apresentam-se com anemia, uma das principais complicações da malária. De referir que a cada 30 segundos, a malária causa a morte de mais de uma criança a nível mundial.

Em Moçambique, a malária é a principal causa de problemas de saúde, sendo responsável por 40 por cento de todas as consultas externas. Até 60 por cento de doentes internados nas enfermarias de pediatria são admitidos como resultado da malária severa, o que a torna a principal causa de mortalidade nos hospitais em Moçambique, ou seja de quase 30 por cento de todos os óbitos registados.

A malária, é uma doença que tem cura, entretanto, os índices de mortalidade continuam altos, muito por causa do deficiente acesso aos cuidados de saúde em Moçambique, estimando-se que cerca de 50 por cento da população vive a mais de 20 quilómetros da mais próxima unidade sanitária, uma situação que efectivamente implica não haver acesso aos serviços de saúde para uma grande parte da população.

A malária é, também, o maior problema que afecta mulheres grávidas nas zonas rurais. Aproximadamente 20 por cento das mulheres grávidas estão infectadas pelo parasita, sendo as primigrávidas (primeira gravidez) as mais afectadas com uma taxa de prevalência de 31 por cento.

Constituindo-se num dos maiores riscos, tanto para a mãe como para o bebé durante a gravidez, e em particular, para as mulheres com HIV positivo, que apresentam maior risco com o aumento da parasitémia levando à anemia, malária severa e finalmente à morte.

Para os bebes, as infecções na placenta por malária, contribuem para o baixo peso ao nascer, que é o maior factor que contribui para doenças e mortes de bebés por causa da parasitémia da placenta que aumenta o risco de morte nos bebes de mulheres portadoras do vírus de HIV.

A malária contribui significativamente para as anemias severas, pondo a mulher em risco de hemorragia e finalmente de morte. A anemia materna, aumenta o risco de um nascimento prematuro e baixo peso a nascença.

A infecção da placenta por malária, é um contribuinte importante juntamente com a anemia para o baixo peso a nascença e para o parto prematuro. Mesmo que a mãe infectada não tenha febre, o bebé corre perigo, tudo isto porque a gravidez reduz a imunidade da mulher contra a malária, deixa-a mais susceptível a malária grave comparada a outros adultos.

Durante a primeira gravidez exposta a malária, a imunidade local desenvolve-se na placenta, esta imunidade não reage na primeira gravidez, mas é retida no útero e aumenta cumulativamente nas gravidezes seguintes, eis porque as mulheres na sua primeira e segunda gravidezes são mais afectadas pela malária do que nas gravidezes seguintes.

Os parasitas da Malária na placenta danificam a integridade da mesma e interferem com a capacidade da placenta transportar nutrientes e o oxigénio para o feto, causando atrasos no crescimento intra-uterino um factor que influi para o crescimento do bebe com baixo peso, definido como sendo 2500g ou menos.

Outro factor que causa o baixo peso a nascença é a anemia materna grave, também causada pela infecção com malária. No geral os bebes com baixo peso correm maiores riscos de morrer durante a infância, enquanto a detenção tardia e o tratamento inadequado da malária podem causar um progresso para doenças graves, com sérias consequências tanto para a mãe como para o feto. Este efeito esta presente em virtualmente todas as gravidezes, independentemente do número de gravidezes bem sucedidas.

A infecção com HIV, que se está a tornar mais prevalecente nas mulheres em idade reprodutiva pode reduzir a capacidade da grávida controlar as infecções com malária e conduzir a uma redução da eficácia das intervenções anti-maláricos.

Todas as mulheres grávidas que vivem em áreas de malária instável correm maiores riscos de um parto prematuro, nados mortos e malária congénita, pelo que o controlo da malária durante a gravidez compreende quatro componentes:

  • A primeira componente - são os cuidados pré-natais focalizados que incluem educação sobre saúde e aconselhamento sobre malária durante a gravidez,
  • A segunda componente - é o tratamento intermitente preventivo, frequentemente referido como tratamento preventivo periódico ou tratamento de protecção periódica,
  • A terceira componente - é o uso de redes tratadas com insecticidas, e
  • A quarta componente - é a gestão dos casos de doença.

A complementar as acções de prevenção, considere-se que uma mulher grávida precisa saber que as grávidas, especialmente na sua primeira ou segunda gravidez ou aquelas que sejam HIV positivo, correm maiores riscos de contrair a malária, pelo que deve saber que:

A malária transmite-se pela picada de mosquito, de modo a que comece a evita-los,

  • A malária pode provocar anemia grave com algumas consequências adversas,
  • A malária pode provocar aborto, nados mortos, e baixo peso à nascença.
  • A malária pode ser prevenida através do uso do tratamento intermitente preventivo e por dormir debaixo de redes tratadas com insecticidas, e
  • Que a malária, sem complicações é facilmente tratável, mas quando negligenciada pode progredir para doença grave que requer tratamento especializado e custoso.