Mortalidade infantil reduz para cerca de metade no país

O número de crianças que morrem antes de atingir cinco anos, em Moçambique, reduziu para quase metade, de 1990 a 2010, segundo um relatório divulgado no último final de semana pela Organização Mundial da Saúde (OSM), mas o país está no grupo dos que registaram “progressos insuficientes”.

Dados estatísticos contidos no documento mostram que o número de mortes entre crianças com menos de cinco anos era de 219 em 1990, cifra que no ano passado baixou para 135 em cada mil nascimentos vivos. Contudo, esta redução significativa ainda está aquém dos Objectivos de Desenvolvimento de Milénio (ODM) que são de reduzir, no caso de Moçambique, para 73 mortos em cada mil nascidos vivos, nas crianças menores de cinco anos.

Ainda segundo o relatório da OMS, a taxa de mortalidade neo-natal, ou seja, o número de óbitos de crianças com menos de 28 dias de idade, sofreu alteração de 51 para 39 em cada mil nascimentos vivos.
Na lista geral dos países analisados, Moçambique faz parte do grupo dos que são classificados como os que alcançaram até aqui progressos insuficientes.
Na região, a situação de Moçambique é favorável que a de Angola, África de Sul e Zimbabwe, os quais figuram na listas de países sem progressos.
No cômputo geral, o número de crianças menores de cinco anos que morrem no mundo em cada ano reduziu-se de mais de 12 milhões em 1990 para 7,6 milhões em 2010.
Estes novos dados mostram que, em comparação com o que ocorria em 1990, cerca de 12 mil vidas de crianças são salvas todos os dias.
O mesmo relatório anual sobre a mortalidade infantil constatou que na África ao sul subsahariana, zona com o maior número de mortes de menores de cinco anos no mundo, o ritmo com que se reduziu a taxa de mortalidade de menores de cinco anos se duplicou dobro de 1,2 por cento ao ano desde 1990 até 2.000, para 2,4 por cento ao ano desde 2000 até 2010.
Contudo, esta taxa de progresso ainda é insuficiente para alcançar o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM), que apela para uma redução de dois terços na taxa de mortalidade nos menores de cinco anos até 2015.

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