Seis recém-nascidos abandonados na capital em uma semana
SEIS bebés recém-nascidos, cinco dos quais sem vida, foram encontrados abandonados pela Polícia da República de Moçambique (PRM), semana passada, em diversos bairros da cidade do Maputo.
Dois corpos dos recém-nascidos foram encontrados numa vala de drenagem, algures no bairro do Alto Maé, igual número no Polana-Caniço, desta feita num contentor de lixo. Os restantes foram encontrados no Maxaquene “B”, abandonados em plena via pública. Não se sabe se os cinco recém-nascidos terão sido abandonados naqueles locais ainda com vida ou ter-se-á tratado de nados mortos.
O bebé com vida foi encaminhado para o Hospital Central do Maputo (HCM), onde está sob cuidados médicos. Os outros foram recolhidos por uma equipa da Polícia de Investigação Criminal (PIC) para a morgue da maior unidade sanitária do país.
Entretanto, segundo o porta-voz da PRM na capital do país, Orlando Mudumane, uma das mães de um dos recém-nascidos encontrados sem vida foi já identificada e já se encontra detida numa das celas da Polícia, podendo ser responsabilizada pelo acto. Trata-se de Maria Chibanda, 20 anos. A fonte não revelou, no entanto, as circunstâncias em que a jovem terá sido presa.
De acordo com Orlando Mudumane, a Polícia ainda não tem a explicação para este fenómeno, mas a verdade é que, como disse, os casos de abandono de bebés recém-nascidos vivos ou mortos tende a aumentar na capital. Neste contexto, a corporação está a trabalhar com vista a localizar as restantes autoras deste tipo de crime.
“Estamos a trabalhar com as estruturas dos bairros onde foram encontrados os bebés com vista a localizarmos as autoras dos delitos e responsabilizá-las pelos seus actos”, disse Mudumane. “Nunca tínhamos registado um número tão elevado de nados abandonados”, acrescentou.
Mudumane, que falava ontem no habitual “briefing” semanal com a imprensa, lembrou que estes crimes são graves e puníveis nos termos da lei.
“Isto é grave e nós não iremos tolerar. Mexe com a saúde pública”, frisou Mudumane, apelando à população para ser vigilante para que tais casos não ganhem espaço na capital do país e não só.